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Limite do MEI em 2026: o que acontece ao ultrapassar R$ 81 mil

Equipe Editorial MEI FácilPublicado em 30 de junho de 2026Revisado em 02 de agosto de 2026 · 8 min

Veja como funciona o limite proporcional, a faixa de até 20%, o desenquadramento retroativo e quais providências tomar.

Em agosto de 2026, o limite anual vigente para o MEI comum é de R$ 81.000. Projetos de mudança e cronogramas futuros não alteram a regra aplicável ao faturamento atual até sua entrada em vigor. Para o MEI Caminhoneiro, existem valores e contribuição próprios, não tratados neste guia.

O que entra na conta do limite?

Some a receita bruta de vendas e serviços do CNPJ no ano-calendário. Não desconte taxa de cartão, comissão de marketplace, combustível, materiais ou outras despesas. Em regra, transferências entre contas próprias e empréstimos não são receita de venda, mas devem estar documentados para não se confundirem com faturamento.

Como funciona no ano de abertura?

No primeiro ano, o limite é proporcional aos meses entre a abertura e dezembro, contando o mês de abertura. A referência é R$ 6.750 por mês. Um CNPJ aberto em julho, por exemplo, tem seis meses no cálculo e limite proporcional de R$ 40.500 naquele ano.

Excesso de até 20%: entre R$ 81 mil e R$ 97.200

Para empresa que não está no primeiro ano, o desenquadramento produz efeitos a partir de 1º de janeiro do ano seguinte. Na DASN-SIMEI, o sistema calcula tributos sobre o valor excedente. O empreendedor deve organizar a migração e buscar apoio contábil, porque passará a cumprir as regras aplicáveis à microempresa.

“Até 20%” não é um novo teto para continuar indefinidamente como MEI. É uma faixa que muda a data dos efeitos e a forma de regularização do excesso.

Excesso superior a 20%: acima de R$ 97.200

Fora do ano de abertura, os efeitos do desenquadramento voltam a 1º de janeiro do próprio ano em que ocorreu o excesso. Isso exige apurar e recolher tributos pelas regras do Simples Nacional desde o início do ano. No primeiro ano de atividade, o efeito pode retroagir à data de abertura.

É por isso que esperar dezembro pode sair caro: o problema não começa apenas no mês em que o total passou do limite.

O que fazer ao perceber que vai ultrapassar

  1. Feche a receita bruta acumulada com documentos, mês a mês.
  2. Projete contratos já assinados e vendas prováveis até dezembro.
  3. Não deixe de faturar nem desvie receita para outro CNPJ apenas para permanecer no regime.
  4. Converse com profissional de contabilidade antes do excesso, especialmente se a projeção estiver próxima de R$ 97.200.
  5. Planeje preço, fluxo de caixa e obrigações da futura microempresa.

Exemplo prático

Um MEI já existente faturou R$ 90.000 em 2026. O excesso de R$ 9.000 ficou dentro de 20%; ele informa o total na DASN-SIMEI, recolhe o complemento gerado e passa a atuar fora do Simei em 2027. Se tivesse faturado R$ 105.000, o efeito seria retroativo a janeiro de 2026 e a apuração precisaria ser refeita como microempresa.

Como usar o simulador com segurança

O simulador ajuda a visualizar percentual consumido e projeção, mas depende dos números informados. Atualize o faturamento ao menos uma vez por mês e compare com notas, vendas sem nota e extratos. Ele não executa desenquadramento nem calcula todos os tributos retroativos.

Regras tributárias podem mudar. Antes de tomar decisão de enquadramento, confira a página oficial e peça orientação individual para o seu histórico.

Fontes consultadas

Links oficiais ou de referência verificados na última revisão deste guia.

Sobre a autoria

Publicado pela Equipe Editorial MEI Fácil, com revisão de fontes e das premissas exibidas nas ferramentas.

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